Modelo combina diagnóstico, estabilização financeira e reposicionamento para reduzir falências e aumentar a sustentabilidade dos negócios
O aumento dos pedidos de falência e de recuperação judicial no Brasil voltou a colocar a gestão de crise no centro do debate empresarial. Dados da Serasa Experian indicam que os requerimentos de falência cresceram quase 19% no primeiro semestre de 2025, enquanto milhões de empresas seguem operando com dificuldades de caixa, margens apertadas e alto endividamento. Nesse cenário, métodos estruturados de reorganização empresarial têm ganhado espaço como alternativa à condução improvisada das crises.
Criado para atender empresas que enfrentam dificuldades financeiras, jurídicas e comerciais, o Método Regen propõe um caminho progressivo de recuperação, que vai do diagnóstico à consolidação de um novo ciclo empresarial. A proposta parte do mapeamento completo da situação do negócio, passa pela estabilização do fluxo de caixa e pela reconstrução da credibilidade e avança até estratégias de crescimento e posicionamento no mercado.
Na primeira etapa, de revisão estratégica, o foco está na identificação dos problemas reais da empresa e na construção de um plano personalizado de recuperação. A fase seguinte, de estabilização financeira, prioriza a organização do fluxo de caixa, a redução de custos sem perda de qualidade e a negociação estratégica com credores, buscando aliviar pressões imediatas e aumentar a previsibilidade dos resultados.
“A maior parte das empresas entra em crise sem clareza sobre a própria estrutura financeira e operacional. Sem diagnóstico, qualquer decisão vira tentativa e erro”, afirma Marcos Pelozato, advogado, contador e especialista em reestruturação empresarial, com 14 anos de atuação na área. Segundo ele, a falta de organização básica ainda é um dos principais fatores que aceleram o colapso dos negócios no país.
Após o reequilíbrio financeiro, o método prevê uma etapa de geração de confiança, voltada à reconstrução da imagem da empresa, ao aprimoramento de processos internos e à recuperação da credibilidade junto a clientes, fornecedores e parceiros. Em um ambiente de crédito mais restritivo e maior exigência por transparência, esse reposicionamento passou a ser decisivo para a sobrevivência das companhias.

“O mercado ficou menos tolerante a improvisos. Empresas que não demonstram controle e previsibilidade perdem acesso a crédito e oportunidades”, diz Pelozato. Para ele, recuperar a confiança é tão importante quanto renegociar dívidas.
As etapas finais envolvem expansão e posicionamento, com revisão da identidade da marca e definição de estratégias de crescimento compatíveis com a nova realidade financeira, e a consolidação de um novo ciclo empresarial, com processos preventivos para evitar recaídas. A lógica é substituir a gestão reativa por uma estrutura capaz de enfrentar oscilações econômicas sem retornar à crise.
Especialistas apontam que a adoção de métodos estruturados tende a ganhar relevância em 2026, diante da combinação de juros ainda elevados, consumo mais seletivo e maior pressão por eficiência. “A crise deixou de ser um evento excepcional e passou a fazer parte do risco permanente do negócio. O empresário que não se prepara paga um preço alto”, afirma Pelozato.
A discussão sobre reestruturação empresarial, antes restrita a grandes companhias, hoje alcança também pequenas e médias empresas, responsáveis por mais de 90% dos negócios ativos no país. Em um contexto de instabilidade prolongada, iniciativas que organizam a tomada de decisão e priorizam a sustentabilidade passaram a ser vistas não como último recurso, mas como estratégia de sobrevivência.
Sobre Marcos Pelozato
Marcos Pelozato é advogado, contador e empresário com 14 anos de atuação no setor de reestruturação empresarial e recuperação judicial. Reconhecido como referência no segmento, presta assessoria estratégica a empresas em crise financeira, com foco em reorganização societária, gestão de passivos e recuperação de negócios. À frente de um escritório especializado, Marcos também atua como conselheiro para advogados e contadores interessados em ingressar na área de reestruturação, com o objetivo de ampliar o número de profissionais capacitados a atuar diante da crescente demanda por soluções eficazes em gestão de crise.
Para mais informações, acesse: youtube.com/@marcospelozato.oficial, instagram ou pelo LInkedin.
Sugestão de fonte: clique aqui

