O Brasil não está em crise. Está travado – e fingindo que isso é normal

O Brasil não está em crise. Está travado – e fingindo que isso é normal

Enquanto o país espera decisões que nunca chegam, obras não começam, negócios morrem e ninguém assume a responsabilidade.

Nós da Sonho & Negócios chegamos a uma conclusão incômoda: o Brasil não está quebrado. Está parado. E o mais grave é que aprendemos a conviver com isso como se fosse parte natural da vida.

Existe uma epidemia silenciosa no país. Ela não aparece nos jornais todos os dias, não vira discurso oficial e não gera comoção imediata. Mas destrói o futuro com eficiência. Seu nome é adiamento permanente.

No Brasil, tudo parece estar “em andamento”. A obra vai começar. O projeto está em análise. O recurso já foi solicitado. A resposta vem na próxima semana. O problema é que a próxima semana nunca chega.

Enquanto isso, o tempo das pessoas passa. E tempo perdido não volta.

No papel, o país se movimenta. Na prática, emperra. Decisões não são tomadas, prazos não são respeitados e ninguém responde pelo atraso. O resultado é um Brasil que não avança, apenas sobrevive.

O custo dessa paralisia não aparece apenas nos números da economia. Ele está no comércio que não abre, no emprego que não surge, na escola que não funciona, na família que fica esperando uma solução que nunca vem. O atraso virou sistema. A espera virou política informal.

Conversamos com pequenos empresários, trabalhadores comuns, moradores do interior e das capitais. O discurso se repete, sem rodeio: o problema não é errar, é não decidir. Errar ainda gera aprendizado. Não decidir gera paralisia.

No interior do Brasil, esse travamento é ainda mais cruel. Quando uma obra não começa, não há alternativa. Quando um serviço não chega, não existe plano B. Cada atraso afeta diretamente a vida de quem já tem pouco espaço para errar.

O mais perigoso é que ninguém mais se revolta. O brasileiro se adaptou ao atraso. Aprendeu a esperar. E quando um país normaliza a espera, ele abre mão do futuro sem perceber.

Nós da Sonho & Negócios não aceitamos tratar isso como algo normal. Não é. Esperar não é planejamento. Aguardar não é gestão. Empurrar decisões não é governar.

O Brasil não precisa de mais promessas. Precisa de execução. Não precisa de anúncios. Precisa de datas. Não precisa de discursos. Precisa de responsabilidade.

Enquanto isso não muda, seguimos presos em um país que não entra em colapso, mas também não cresce. Um país onde tudo parece estar sendo feito, mas quase nada é concluído.

E a verdade que incomoda é simples: o Brasil não está parado por falta de dinheiro, mas por excesso de espera.

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