A situação da Escola Municipal Senador Feijó, em Campinas do Norte, expõe um cenário de abandono prolongado e decisões tomadas sem transparência pública. A unidade permaneceu mais de dois anos sem funcionar, atravessando 2024 e 2025 sem atividades regulares, até que, em 2026, veio a decisão oficial de derrubar a estrutura existente.
A Sonho & Negócios apurou que a escola já não atendia alunos há um longo período, acumulando problemas estruturais e sem qualquer cronograma concreto de reforma ou reconstrução. A paralisação se tornou rotina, enquanto alunos e famílias precisaram se adaptar a uma realidade improvisada.
Após a decisão de demolição, conversamos diretamente com Eric Paiva, atual gestor responsável. Segundo ele, a orientação recebida de instâncias superiores foi objetiva e limitada: limpar o terreno e desmontar a escola, sem autorização para iniciar obra, reconstrução ou qualquer intervenção além disso.
Eric também informou que, no dia 5 de janeiro, recebeu a promessa de que o projeto da nova escola seria entregue em até 10 dias. O prazo venceu. Em 18 de janeiro de 2025, não havia projeto apresentado, não havia material no local e nenhuma previsão oficial foi comunicada à comunidade.
O problema é que, até agora, não há obra, não há projeto público e não há cronograma. Existe apenas um terreno vazio e uma promessa indefinida.
Diante da falta de respostas, a própria comunidade se reuniu. Com base em registros fotográficos, vídeos e relatos de moradores, e na informação de que a escola seria reconstruída futuramente, pais e moradores participaram do processo de derrubada, movidos pela expectativa de que algo melhor surgiria no lugar.
Moradores relatam que, sempre que questionam os responsáveis, recebem a mesma resposta: “na próxima semana”. A repetição dessa promessa, sem cumprimento, desgasta a confiança e amplia a sensação de descaso.
Boatos sobre possível desvio de verba começaram a circular na cidade. A Sonho & Negócios esclarece que não há confirmação oficial nem investigação pública divulgada até o momento. Ainda assim, o surgimento desses comentários reflete diretamente a ausência de transparência e de comunicação clara por parte do poder público.
Educação não pode esperar. Manter uma escola fechada por mais de dois anos e, só depois disso, decidir pela demolição sem apresentar um projeto pronto não é planejamento. É atraso institucionalizado.
Vídeos enviados pela comunidade
A pergunta permanece sem resposta: quando o projeto será apresentado e quando a nova escola vai, de fato, sair do papel?
Campinas do Norte não precisa de promessas. Precisa de datas, ações e respeito.

