Nós da Sonho & Negócios temos observado um movimento curioso nas redes sociais: enquanto muitos influenciadores lutam para parecer grandes, alguns crescem justamente por parecerem reais. É nesse ponto que o nome Zaya, conhecida nas redes como zayaoficcial, chama atenção.
Não estamos falando apenas de números, seguidores ou vídeos virais. Estamos falando de presença. De alguém que ocupa espaço no feed sem parecer fabricada, sem roteiro engessado e sem aquele discurso pronto que o público já cansou de ouvir.
Zaya não vende apenas imagem. Ela vende identificação.
Em um ambiente digital saturado de filtros, poses calculadas e personagens repetidos, o que faz alguém parar para assistir não é a perfeição, é a sensação de verdade. E isso explica por que perfis como o dela conseguem manter engajamento enquanto outros, mesmo com grandes investimentos, passam despercebidos.
Mas aqui entra a parte que quase ninguém quer discutir.
Ser influenciadora hoje não é sinônimo de sucesso financeiro. Ter seguidores não significa ter negócio. E é exatamente esse ponto que separa quem apenas aparece de quem realmente constrói algo sustentável.
O que enxergamos no caso de Zaya é um ativo poderoso ainda pouco explorado no Brasil: a confiança do público. Quando a audiência sente que não está sendo manipulada, ela escuta. Quando escuta, ela se envolve. E quando se envolve, ela acompanha decisões, projetos e movimentos.
Isso tem valor econômico real.
Ao contrário do que muitos pensam, o futuro dos criadores de conteúdo não está em publis aleatórias nem em campanhas pontuais. Está em transformar atenção em relacionamento e relacionamento em projeto de longo prazo.
O problema é que quase ninguém ensina isso.
O mercado empurra jovens influenciadores para um modelo frágil, baseado em alcance momentâneo, dependência de algoritmo e aprovação externa. Quando o alcance cai, tudo desmorona. Quando a plataforma muda, o jogo recomeça do zero.
É por isso que, na Sonho & Negócios, defendemos uma discussão mais honesta sobre a economia dos influenciadores. Não basta aparecer. É preciso estruturar.
Zaya representa um tipo de criadora que pode ir além da vitrine digital, desde que faça escolhas estratégicas. Produtos próprios, posicionamento claro, projetos autorais e independência de modismos são caminhos possíveis para quem já conquistou algo raro: atenção genuína.
E atenção, hoje, é moeda.
Mas diferente do dinheiro, ela se perde rápido quando mal utilizada.
O público não perdoa personagens forçados. Não sustenta incoerência por muito tempo. E abandona rapidamente quem troca identidade por conveniência.
Se Zaya seguirá como mais um nome que brilhou por um momento ou como alguém que construiu algo sólido, o tempo dirá. Mas uma coisa é clara para nós: existe ali um capital simbólico que muitos negócios tradicionais gostariam de ter.
Na Sonho & Negócios, não nos interessa apenas quem aparece. Nos interessa quem pode permanecer.
E é exatamente por isso que histórias como essa merecem ser observadas com mais profundidade, menos idolatria e mais visão de futuro.

