Equipe da Sonho & Negócios esteve na instituição no dia 13 de março para ouvir a gestão sobre o caso ocorrido dois dias antes.
A revista Sonho & Negócios (S&N) esteve na manhã do dia 13 de março de 2026 na Escola Estadual José Seffair, em Manacapuru (AM), para ouvir a gestão da instituição após a circulação de mensagens em grupos de WhatsApp relatando um possível caso de racismo entre estudantes.
O episódio teria ocorrido no dia 11 de março, dentro de uma sala de aula da escola. A situação passou a ser comentada em grupos de mensagens e também em um grupo de jornalismo do portal CNC Amazonas, administrado pelo jornalista Wesley Soares.

Nas mensagens que circulavam, estudantes afirmavam que um aluno teria sido alvo de ofensa racista por parte de outro colega e que a escola não teria tomado providências imediatas. Diante da repercussão do caso, a equipe da Sonho & Negócios decidiu procurar a instituição para ouvir diretamente a direção e compreender como a situação foi tratada.
Como a situação chegou à gestão
Segundo a equipe pedagógica da escola, algumas alunas procuraram a gestão para informar que um colega teria sofrido uma ofensa dentro da sala de aula. No entanto, naquele primeiro momento, as estudantes não souberam indicar os nomes dos envolvidos.
A pedagoga orientou que as alunas retornassem à sala e identificassem os estudantes envolvidos para que a ocorrência pudesse ser registrada corretamente. Após retornarem com os nomes, as informações foram anotadas e encaminhadas à gestão da escola.
De acordo com a direção, a situação passou a ser acompanhada pela gestão, que buscaria tratar do caso com os estudantes envolvidos e tomar as providências necessárias.
Tensão entre alunos e gestão
Durante a apuração realizada pela reportagem, a direção relatou que o clima ficou tenso após a circulação das mensagens nos grupos de WhatsApp. Segundo a escola, um dos alunos chegou a dirigir palavras ofensivas à gestão no momento de estresse provocado pela situação.
A escola afirma possuir registros em áudio em que o estudante utiliza palavrões ao se referir à equipe escolar. Posteriormente, segundo a direção, o aluno teria reconhecido que agiu por impulso no momento da irritação e pedido desculpas à gestão.
Segundo o relato apresentado à reportagem, o estudante afirmou que falou de forma precipitada e que reconhece o trabalho realizado pela equipe da escola.
Publicações em grupos ampliaram repercussão
A gestão relatou também que mensagens críticas à escola começaram a circular em grupos de WhatsApp antes da conclusão da apuração interna, o que ampliou a repercussão do caso.
Segundo a direção, algumas estudantes que participaram da divulgação das mensagens posteriormente reconheceram que a situação ganhou maiores proporções após as publicações em grupos de contato.
De acordo com o relato apresentado à reportagem, as estudantes pediram desculpas à gestão escolar durante conversa realizada na instituição.
Contato com responsáveis
A escola informou que tentou entrar em contato com os responsáveis pelo estudante que teria sido alvo da ofensa, mas até o momento da visita da reportagem ainda não havia conseguido retorno.
Segundo a direção, sempre que ocorrem conflitos entre estudantes, os responsáveis são chamados para participar das conversas e acompanhar as medidas adotadas pela instituição.
Medidas pedagógicas adotadas
A gestão explicou que a escola vem adotando em 2026 novas formas de advertência pedagógica, buscando transformar conflitos em momentos de reflexão para os alunos.
Entre as medidas estão atividades de leitura, produção de textos e elaboração de trabalhos educativos relacionados aos temas envolvidos em cada situação.
Além disso, a instituição afirma realizar palestras e conversas educativas sobre temas como racismo, convivência escolar e respeito entre os estudantes.
Gestão nega omissão
Durante a conversa com a reportagem, a gestão da escola afirmou que não houve omissão diante do relato apresentado pelos estudantes e que a situação passou a ser acompanhada pela equipe responsável.
Segundo a direção, a escola busca sempre ouvir todas as partes envolvidas antes de tomar qualquer decisão, especialmente em situações que envolvem conflitos entre alunos.
A gestão destacou ainda que a escola enfrenta diferentes situações de conflitos cotidianos entre estudantes e que o trabalho pedagógico busca orientar e corrigir comportamentos quando necessário.
Linha do tempo do caso
- 11 de março de 2026 — Estudantes relatam que um colega teria sido alvo de ofensa racista dentro da sala de aula.
- 11 de março — Alunas procuram a equipe pedagógica para informar o ocorrido, inicialmente sem identificar os nomes dos envolvidos.
- 11 de março — Após identificar os estudantes envolvidos, o caso é registrado e encaminhado à gestão da escola.
- 13 de março — A equipe da Sonho & Negócios vai até a escola para ouvir a gestão e apurar a situação.
Espaço aberto
A revista Sonho & Negócios mantém espaço aberto para manifestação de todas as partes envolvidas no caso, incluindo estudantes, responsáveis e a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas.
Caso novos posicionamentos oficiais ou informações adicionais sejam apresentados, esta reportagem poderá receber atualizações.
